FLUXO DE CAIXA LIVRE OPERACIONALAVALIAÇÃO DE EMPRESAS E APURAÇÃO DE HAVERES EM PROCESSOS JUDICIAIS

MARCELO MONTEIRO PEREZ E DR. RUBENS FAMÁ
Leandro Santos

Encontra-se no fluxo de caixa operacional da empresa, o melhor indicador de capacidade de geração de riqueza, com clara evidência da eficiência de determinado negócio, pois o fluxo de caixa supera as dificuldades inerentes ao lucro contábil, retratando fielmente o potencial da empresa, inclusive seu Goodwill.

Para fins de avaliação, recomenda-se o cálculo do Fluxo de Caixa Livre Operacional (FCL), pois, segundo DAMONDARAN (1997), o FCL é o fluxo de caixa gerado pelas operações da empresa, após os impostos, e que se encontra disponível para os credores e os acionistas. Deve-se calcular o FCL antes dos pagamentos das dívidas (principal e juros) e após as variações nos investimentos em ativos permanentes e capital de giro. Então, tem-se a seguir um exemplo de cálculos do fluxo de caixa livre:

Receitas Operacionais Líquidas

(-) Custo do Produto Vendido e outras Despesas Operacionais = EBIT (ou Lucro Operacional)

(+) Despesas Operacionais que não Afetam o Caixa (Ex. Depreciação) = EBITDA

(-) Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro = Geração de Caixa Operacional

(+/-) Variação nos Investimentos Permanentes e no Capital Circulante Líquido = Fluxo de Caixa Livre (FCL)

Para reforçar a importância da geração de fluxo de caixa na empresa, pode-se finalizar com COPELAND, KOLLER e MURRIN (2001,85), “Os administradores que usam a técnica do Fluxo de Caixa Descontado para avaliar suas empresas, priorizando o aumento do fluxo de caixa de longo prazo, em última análise, serão recompensados com os preços mais altos de suas ações. As evidências do mercado são conclusivas. Uma abordagem simplista do lucro contábil levará a decisões que destruirão valor.”

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